— Qual o seu problema, pô?
— Quer mesmo saber qual o meu problema? — Respirei fundo — O meu problema é você. Você é o culpado disso tudo. De invadir minha mente e de me fazer imaginar coisas onde não tem. Só de ouvir teu nome, meu coração acelera, minhas mãos começam a suar, minhas pernas ficam trêmulas e começo a ter “aquelas certas” borboletas no estômago. O problema é que ainda me recuso a dizer que sinto algo por você. Confesso que todas as noites antes de dormir eu penso em “nós” (olha só, eu falando no plural (“nós”) sem aos menos ainda existir o singular), se existem possibilidades disso algum dia virar “algo”. Porra, tu fode com a minha cabeça, tu me deixa sem fala, eu pareço uma criança boba quando estou ao seu lado; e quer mesmo saber? Eu acho que estou perdidamente apaixonada por você. Talvez este seja o meu problema!
— Você está fodida, mais fodida ainda, por estar completamente apaixonada por mim — Ele disse sorrindo.